terça-feira, 4 de outubro de 2011

Homens e mulheres diferentes...

'Devemos começar transformando nosso pequeno mundo pessoal...'

Se olharmos para o mundo de hoje, nos perguntaremos: por que os cristãos, em mais de 2 mil anos, mudamos tão pouco o mundo? Por que se perdeu aquele espírito de conquista dos apóstolos e primeiros cristãos? Não será porque se tem vivido o Cristianismo de uma maneira egoísta e individualista?

Algo disso acontece também com alguns santuários cristãos: convertem-se em lugares de refúgio, nos quais as pessoas só giram em torno dos próprios problemas e se escondem das exigências do mundo e da vida.

Nossos templos não são um refúgio, mas um lugar de onde Deus e Maria nos enviam. Enviam-nos a renovar nossa cultura e sociedade atuais, a mudar a história da Igreja e do mundo. Como nós podemos colaborar com esta graça? Como podemos aportar para a transformação do mundo?

Creio que devemos começar transformando nosso pequeno mundo pessoal: nosso lar, o entorno familiar, o ambiente de trabalho, vizinhos, amigos, grupo, entre outros. Geralmente não se trata de fazer coisas extraordinárias, mas de cumprir bem e com amor nossos afazeres de cada dia. E ver esses afazeres diários, por monótonos ou pesados que sejam à luz e ao serviço da grande missão. Porque são o aporte que neste momento Deus nos pede, para construir um mundo novo.

Podemos também sair de nosso pequeno mundo e ajudar a mudar o mundo de nossa pátria: como a política, a cultura, os meios de comunicação, a sociedade. Esperam-nos muitas e grandes tarefas, para poder ser colaboradores aptos de Deus e da Virgem Santíssima na transformação de nosso mundo:

1. Devemos ser homens e mulheres filiais. O filho diz sempre "sim" para a vontade do Pai. O filho luta por um mundo digno do Pai, onde reinam a fraternidade, a justiça, a paz. E essa abertura e disponibilidade filial diante de Deus permitem abrir caminhos para um mundo novo. Porque é a atitude que deixa lugar à atividade paternal de Deus na história, tal como o fez Cristo. Trata-se aqui de uma atitude filial madura, própria de um filho adulto do Pai e corresponsável de sua obra. É o homem que enfrenta a história confiado no Pai e que, por isso, é audaz e criador. Recordemos que a grandeza ou a miséria de nossa vida não se mede por nossas capacidades nem por nossos limites, mas pela magnitude da obra a qual nos consagramos: “Um herói é quem consagra sua vida a algo grande”, costumava dizer padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt.

2. Devemos ser homens e mulheres diferentes. Creio que todos percebemos que esta missão de transformar o mundo e criar um mundo novo nos converte em homens diferentes, em homens e mulheres que vivem de maneira distinta dos demais. Temos que atuar de forma diferente no matrimônio, na vida familiar, nos negócios e na empresa, na política, na relação com os homens. Em tudo isso temos que ser distintos da sociedade atual com seus valores. Também os primeiros cristãos tiveram a audácia de ser diferentes. E por isso criaram um mundo novo; um mundo impregnado pelos valores cristãos. Ser diferentes significa, muitas vezes, passar por loucos, assim como os primeiros cristãos.

Significa também lutar contra o pecado em todas suas formas, começando por si mesmos, mas também lutar contra muitas situações de pecado no mundo que nos rodeia. É por isso que os antigos cristãos diziam: “não sem sangue”. O Reino de Deus não avança sem sangue, sem sacrifício, sem dor, sem luta. O mundo não se transforma sem sangue. Por isso, temos que nos arriscar a ser diferentes, a passar por loucos, a lutar contra o mal em nós mesmos - e assim viver antecipadamente o mundo de amanhã.

Padre Nicolás Schwizer

sábado, 1 de outubro de 2011

Santa Teresinha do Menino Jesus...

"Não quero ser santa pela metade, escolho tudo".

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: "Oh!...amo-O. Deus meu,...amo-Vos!"

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada "Patrona Universal das Missões Católicas" em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Oração à Santa Teresinha...




Ó Santa Teresinha, branca e mimosa flor de Jesus e Maria, que embalsamais o Carmelo e o mundo com o vosso suave perfume, chamai-nos e nós correremos convosco, ao encontro de Jesus, pelo caminho da renúncia, do abandono e do amor.


Fazei-nos simples e dóceis, humildes e confiantes para com o nosso Pai do céu. Ah! não permitais que o ofendamos com o pecado.


Assisti-nos em todos os perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições e alcançai-nos as graças espirituais e temporais, especialmente a graça que estamos precisando agora...


Lembrai-vos, ó Santa Teresinha que prometestes passar o vosso céu fazendo o bem na terra, sem descanso, até ver completo o número de eleitos. Ah! cumpri em nós a vossa promessa: sede nosso anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que nos vejais no céu, ao vosso lado, contando as ternuras do amor misericordioso do Coração de Jesus. Amém.

Parabéns Dizimistas...

A Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, neste mês tão especial em que comemoramos nossa padroeira, se alegra em celebrar o aniversário dos dizimistas aniversariantes do mês de outubro:


01/10 Edna Maria da Silva

01/10 Maria Lucenilda da Silva

02/10 Anunciação de Fátima Lanzana Carturan

03/10 Luzia de Freitas Dias

05/10 Maria do Carmo G. B. de Carvalho

08/10 Edevardo Henriques Ribeiro

08/10 Maria do Amparo Silva

09/10 Maria Iglesias Temblas Martinez (In Memorian)

11/10 Maria das Dores Morais M. Pereira

11/10 Maria Helena Andrioli Bernardino

12/10 Alexandrina Gonçalves

12/10 Shirlei Aparecida Santos Silva

14/10 Daniella Vaz do Bem Silva

18/10 Jorge Lopez Pereira de Melo

18/10 Lucimar Sousa Pereira

19/10 Andrezina Ribeiro

21/10 Israel Marcondes

22/10 Maria Teresa Veroneze

26/10 Guido Albertini Filho

27/10 Regina Silva do Nascimento

31/10 Cristina Ferreira



Que Deus em sua infinita bondade derrame sobre vós e sobre vossas famílias sua benção. Que Nossa Senhora Aparecida vos ilumine e vos proteja, e que Santa Teresinha derrame sobre todos vós uma chuva de rosas de bençãos do céu...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A força do intercessor...

'Moisés não ora por si, mas pelos outros...'

Em nosso batismo fomos feitos sacerdotes, capazes de oferecer a Deus sacrifícios agradáveis, também em favor dos outros. Quantas situações nos são apresentadas diante dos olhos e intimidam nosso coração a uma atitude em favor de alguém ou de algo? Será que aí não estão uma escolha e um convite do Espírito Santo para interceder?

Foi Deus quem chamou Moisés, e agora também nos chama de um lugar que arde, mas que não é a sarça. Chama-nos em nosso coração e abrasa-o com Seu Espírito Santo a fim de enviar-nos, para partilhar de Sua compaixão com os que sofrem, para colaborar em Sua obra de salvação.

Deus está vivo e quer contar com homens e mulheres que estejam dispostos a levar a vida que Ele tem e dá àqueles que se perderam. Todos os que amam sinceramente a Deus não cessam de rezar pelos pobres pecadores.

Diz a Sagrada Escritura que Deus falava com Moisés face a face como um homem fala com o outro (cf. Ex 33,11). Só quem é capaz de gastar seu tempo na presença do Senhor pode experimentar a força da oração intercessora e ver o Seu poder.

Um Deus cheio de misericórdia e amor ensinou Moisés, na intimidade, que é preciso ter um coração generoso, lento para a cólera, pronto para amar e fazer o bem. Foi nessa intimidade amorosa que a oração desse profeta se tornou potente. Ele não ora para si, mas pelos outros, pelo povo de Deus, e foi capaz de enfrentar a Deus por amor de seu povo, bem como enfrentar seu povo por amor de Deus. Ele era um homem ousado, inflamado pela experiência do amor de seu “amigo Deus”.

A oração de intercessão é profundamente agradável a Deus, pois é desprovida do veneno de nosso egoísmo. Quando rezamos pelos outros, saímos de nós mesmos, de nosso mundinho de mesquinhez e experimentamos o mesmo que Dom Bosco: Deus nos colocou no mundo para os outros.

Jesus viveu para os outros, viveu para o Pai e para nós, esquecendo-se de Si mesmo. Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens.

Interceder é pedir em favor de alguém, de maneira especial por aqueles que mais necessitam. Só quem experimentou a misericórdia do Senhor pode interceder com eficácia, pois ninguém pode dar o que não recebeu. É um coração misericordioso que faz a nossa oração agradável a Deus.

O intercessor só pode ser um homem cheio do Espírito, pois o Espírito Santo é o Paráclito, Ele mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. Se estar cheios do Espírito nos leva a interceder, o contrário também é verdade: interceder vai nos fazendo cada vez mais plenos do Espírito Santo; basta que Ele veja um coração determinado à intercessão, que já vem logo ensinar como fazê-lo.

(Texto extraído do livro "Quando só Deus é a resposta")

Márcio Mendes

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra "Arcanjo" significa "Anjo principal". E a palavra "Anjo", por sua vez, significa "mensageiro".

São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: "Quem como Deus". Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. "Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu". (Apocalipse 12,7-8)

São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa "Força de Deus" ou "Deus é a minha proteção". É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: "No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré... O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: 'Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus'..." a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome "Deus curou" ou "Medicina de Deus", restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. "Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus" (Tob 5,4).

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!

sábado, 24 de setembro de 2011

Oportunidade de conversão...

'A fé verdadeira só chega depois da tribulação...'

Seguir a Deus não significa não ter cruz, por isso não devemos desanimar, mas confiar que o Senhor tem o melhor para nós. Temos de compreender que, na vida, nós estamos numa caminhada e o ponto de partida para todos nós é compreender que as tribulações não podem ser compreendidas como castigo ou obstáculo. Não há discipulado sem cruz, no eixo do discipulado há cruz.

Quando eu falo de cruz, estou falando do Crucificado, o nosso Redentor. No discipulado, tribulação, sofrimento e aflições são parte do caminho de santificação. Se nós olharmos para a nossa vida veremos que todas as situações de sofrimento nos levam a um caminho de purificação.

A tentação vem do diabo, e as tribulações são permitidas por Deus. Vejamos essa passagem bíblica que nos ajudará a meditar melhor sobre essa realidade:

"Pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). "Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos" (Hb 12,6-8).

Você percebe que o discípulo precisa ser formado e provado. Quem ama quer constantemente provas de amor. O "castigo" de Deus não é um castigo para nos aniquilar ou fazer o mal, mas para nos formar e educar.

Na escola de Jesus temos as tribulações e provações como pedagogia, mas tudo isso por amor. Nós temos de compreender que nós estamos na pedagogia da cruz e que o sofrimento nos ajuda.

Olhamos para o esvaziamento de Jesus na cruz e nos perguntamos: "Por que Deus não fez nada? Por que Ele não tirou Seu Filho da cruz?" Isso é a sabedoria de Deus Pai. Ninguém gosta de sofrer nem deve pedir ou buscar o sofrimento, pois não precisa fazer isso, ele vem de qualquer forma.

Mais importante do que a saúde do corpo é a saúde da alma, por isso as provações estão a nosso favor e constituem uma sábia pedagogia de Jesus. As provações nos tiram do mundo e nos levam para Deus.

Se você está muito mergulhado nos prazeres do mundo, muito abastecido dos bens materiais ou tem tudo nas mãos, eu lhe digo: Você não é uma pessoa feliz, porque essas são alegrias momentâneas e vão passar. Hoje o mundo somente nos oferece prazeres que passam rapidamente como as drogas, bebidas e tantas outras coisas. Por isso digo mais uma vez: as provações nos arrebatam para Deus. O Senhor não mexe com quem não quer, mas Ele permite que as provações aconteçam para aqueles que querem segui-Lo de perto, porque essa pessoa saberá entender que é para o seu bem.

Você acha que é uma pessoa que já produz algum fruto? Claro se nós estamos aqui ou acompanhando, onde quer que você esteja, é sinal de que já damos muitos frutos, por isso há a necessidade de sermos podados para poder dar mais frutos.

É verdade que isso dói, e dói mesmo, mas é para o nosso bem. Eu indico um livro muito bom sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá, que reflete para nós uma mulher que se entregou totalmente a Nosso Senhor e lutou pela santificação da Índia, um grande exemplo de vida, plena de caridade, dedicada ao povo e a Deus. Ela, mesmo passando por um momento terrível de aridez espiritual, nunca deixou de praticar o bem, a caridade.

Nós queremos, muitas vezes, vida fácil, não queremos enfrentar os demônios interiores porque queremos facilidade. Temos, muitas vezes, um coração duro. Entenda que o caminho de discipulado é uma subida cheia de dificuldades, mas que tem o auxílio de Nosso Senhor.

A fé verdadeira só chega depois da tribulação, por isso deixe vir a tribulação! O Papa Bento XVI foi espetacular na sua Encíclica “Spe Salvi”, na qual afirma que: "A fé se torna verdadeira quando se assume a cruz e caminha com esperança no Senhor Jesus".

Quais são as suas tribulações ou provações? Identificá-las é o primeiro passo e depois é preciso caminhar. É preciso identificar na vida espiritual o que você está vivendo. Precisamos aprender a identificar os problemas em nossa vida, digo isso a todos, pois sem Deus ficamos fracos; por isso há a necessidade de nos colocarmos diante do Senhor.

Eu sei que não estou sozinho neste momento, Deus está comigo, esse estar na presença do Altíssimo. Essa fé de que o Senhor está comigo independe da situação em que vivo.

Se eu estou passando por alguma provação eu colherei o fruto de uma fé provada. Depois de uma provação, de uma tempestade, vem a bonança, mas é preciso um esperar ativo em Deus Pai, caminhando com Ele e confiante.

Deus nos prova não para nos humilhar, mas para que nós possamos perceber o quanto necessitamos d'Ele, e o quanto somos frágeis.

Padre Reginaldo Manzotti