sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A força do intercessor...

'Moisés não ora por si, mas pelos outros...'

Em nosso batismo fomos feitos sacerdotes, capazes de oferecer a Deus sacrifícios agradáveis, também em favor dos outros. Quantas situações nos são apresentadas diante dos olhos e intimidam nosso coração a uma atitude em favor de alguém ou de algo? Será que aí não estão uma escolha e um convite do Espírito Santo para interceder?

Foi Deus quem chamou Moisés, e agora também nos chama de um lugar que arde, mas que não é a sarça. Chama-nos em nosso coração e abrasa-o com Seu Espírito Santo a fim de enviar-nos, para partilhar de Sua compaixão com os que sofrem, para colaborar em Sua obra de salvação.

Deus está vivo e quer contar com homens e mulheres que estejam dispostos a levar a vida que Ele tem e dá àqueles que se perderam. Todos os que amam sinceramente a Deus não cessam de rezar pelos pobres pecadores.

Diz a Sagrada Escritura que Deus falava com Moisés face a face como um homem fala com o outro (cf. Ex 33,11). Só quem é capaz de gastar seu tempo na presença do Senhor pode experimentar a força da oração intercessora e ver o Seu poder.

Um Deus cheio de misericórdia e amor ensinou Moisés, na intimidade, que é preciso ter um coração generoso, lento para a cólera, pronto para amar e fazer o bem. Foi nessa intimidade amorosa que a oração desse profeta se tornou potente. Ele não ora para si, mas pelos outros, pelo povo de Deus, e foi capaz de enfrentar a Deus por amor de seu povo, bem como enfrentar seu povo por amor de Deus. Ele era um homem ousado, inflamado pela experiência do amor de seu “amigo Deus”.

A oração de intercessão é profundamente agradável a Deus, pois é desprovida do veneno de nosso egoísmo. Quando rezamos pelos outros, saímos de nós mesmos, de nosso mundinho de mesquinhez e experimentamos o mesmo que Dom Bosco: Deus nos colocou no mundo para os outros.

Jesus viveu para os outros, viveu para o Pai e para nós, esquecendo-se de Si mesmo. Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens.

Interceder é pedir em favor de alguém, de maneira especial por aqueles que mais necessitam. Só quem experimentou a misericórdia do Senhor pode interceder com eficácia, pois ninguém pode dar o que não recebeu. É um coração misericordioso que faz a nossa oração agradável a Deus.

O intercessor só pode ser um homem cheio do Espírito, pois o Espírito Santo é o Paráclito, Ele mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. Se estar cheios do Espírito nos leva a interceder, o contrário também é verdade: interceder vai nos fazendo cada vez mais plenos do Espírito Santo; basta que Ele veja um coração determinado à intercessão, que já vem logo ensinar como fazê-lo.

(Texto extraído do livro "Quando só Deus é a resposta")

Márcio Mendes

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra "Arcanjo" significa "Anjo principal". E a palavra "Anjo", por sua vez, significa "mensageiro".

São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: "Quem como Deus". Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. "Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu". (Apocalipse 12,7-8)

São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa "Força de Deus" ou "Deus é a minha proteção". É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: "No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré... O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: 'Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus'..." a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome "Deus curou" ou "Medicina de Deus", restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. "Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus" (Tob 5,4).

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!

sábado, 24 de setembro de 2011

Oportunidade de conversão...

'A fé verdadeira só chega depois da tribulação...'

Seguir a Deus não significa não ter cruz, por isso não devemos desanimar, mas confiar que o Senhor tem o melhor para nós. Temos de compreender que, na vida, nós estamos numa caminhada e o ponto de partida para todos nós é compreender que as tribulações não podem ser compreendidas como castigo ou obstáculo. Não há discipulado sem cruz, no eixo do discipulado há cruz.

Quando eu falo de cruz, estou falando do Crucificado, o nosso Redentor. No discipulado, tribulação, sofrimento e aflições são parte do caminho de santificação. Se nós olharmos para a nossa vida veremos que todas as situações de sofrimento nos levam a um caminho de purificação.

A tentação vem do diabo, e as tribulações são permitidas por Deus. Vejamos essa passagem bíblica que nos ajudará a meditar melhor sobre essa realidade:

"Pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). "Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos" (Hb 12,6-8).

Você percebe que o discípulo precisa ser formado e provado. Quem ama quer constantemente provas de amor. O "castigo" de Deus não é um castigo para nos aniquilar ou fazer o mal, mas para nos formar e educar.

Na escola de Jesus temos as tribulações e provações como pedagogia, mas tudo isso por amor. Nós temos de compreender que nós estamos na pedagogia da cruz e que o sofrimento nos ajuda.

Olhamos para o esvaziamento de Jesus na cruz e nos perguntamos: "Por que Deus não fez nada? Por que Ele não tirou Seu Filho da cruz?" Isso é a sabedoria de Deus Pai. Ninguém gosta de sofrer nem deve pedir ou buscar o sofrimento, pois não precisa fazer isso, ele vem de qualquer forma.

Mais importante do que a saúde do corpo é a saúde da alma, por isso as provações estão a nosso favor e constituem uma sábia pedagogia de Jesus. As provações nos tiram do mundo e nos levam para Deus.

Se você está muito mergulhado nos prazeres do mundo, muito abastecido dos bens materiais ou tem tudo nas mãos, eu lhe digo: Você não é uma pessoa feliz, porque essas são alegrias momentâneas e vão passar. Hoje o mundo somente nos oferece prazeres que passam rapidamente como as drogas, bebidas e tantas outras coisas. Por isso digo mais uma vez: as provações nos arrebatam para Deus. O Senhor não mexe com quem não quer, mas Ele permite que as provações aconteçam para aqueles que querem segui-Lo de perto, porque essa pessoa saberá entender que é para o seu bem.

Você acha que é uma pessoa que já produz algum fruto? Claro se nós estamos aqui ou acompanhando, onde quer que você esteja, é sinal de que já damos muitos frutos, por isso há a necessidade de sermos podados para poder dar mais frutos.

É verdade que isso dói, e dói mesmo, mas é para o nosso bem. Eu indico um livro muito bom sobre a vida de Madre Teresa de Calcutá, que reflete para nós uma mulher que se entregou totalmente a Nosso Senhor e lutou pela santificação da Índia, um grande exemplo de vida, plena de caridade, dedicada ao povo e a Deus. Ela, mesmo passando por um momento terrível de aridez espiritual, nunca deixou de praticar o bem, a caridade.

Nós queremos, muitas vezes, vida fácil, não queremos enfrentar os demônios interiores porque queremos facilidade. Temos, muitas vezes, um coração duro. Entenda que o caminho de discipulado é uma subida cheia de dificuldades, mas que tem o auxílio de Nosso Senhor.

A fé verdadeira só chega depois da tribulação, por isso deixe vir a tribulação! O Papa Bento XVI foi espetacular na sua Encíclica “Spe Salvi”, na qual afirma que: "A fé se torna verdadeira quando se assume a cruz e caminha com esperança no Senhor Jesus".

Quais são as suas tribulações ou provações? Identificá-las é o primeiro passo e depois é preciso caminhar. É preciso identificar na vida espiritual o que você está vivendo. Precisamos aprender a identificar os problemas em nossa vida, digo isso a todos, pois sem Deus ficamos fracos; por isso há a necessidade de nos colocarmos diante do Senhor.

Eu sei que não estou sozinho neste momento, Deus está comigo, esse estar na presença do Altíssimo. Essa fé de que o Senhor está comigo independe da situação em que vivo.

Se eu estou passando por alguma provação eu colherei o fruto de uma fé provada. Depois de uma provação, de uma tempestade, vem a bonança, mas é preciso um esperar ativo em Deus Pai, caminhando com Ele e confiante.

Deus nos prova não para nos humilhar, mas para que nós possamos perceber o quanto necessitamos d'Ele, e o quanto somos frágeis.

Padre Reginaldo Manzotti

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ser generoso...

'A prática da vida cristã deve ser a do amor...'

Os nossos critérios de ação devem ultrapassar a realidade unicamente humana. Na origem das atitudes há os dados da ética e da moral, mas também as questões divinas que estão relacionadas com as questões da fé.

Ser generoso não é simplesmente ser justo, mas atender às necessidades de quem está em jogo. Não é fato apenas de merecimento e de justiça, mas de solidariedade e de partilha de forma fraterna, para que todos tenham vida digna.

O mundo é como um terreno onde se planta de tudo. É daí que tiramos os alimentos. Mas todos devem trabalhar, uns mais e outros menos, dependendo das condições de cada pessoa. Os frutos são para sustento da coletividade e de forma solidária.
Para o trabalho, há pessoas que chegam cedo, outras trabalham menos, mas ambos têm necessidade de vida e de alimento. Na partilha, ninguém pode ser injustiçado, mesmo que alguém receba além do que é justo por não ter trabalhado o tempo todo.

Jesus conta a parábola do patrão que combinou o salário do dia com um trabalhador. Outros foram chegando ao transcorrer do dia, havendo até quem chegasse ao final da tarde. A ambos o patrão pagou o mesmo valor. Ele agiu com justiça e com generosidade.

No mundo capitalista as atitudes são diferentes, mesmo sabendo da existência de quem partilha com os trabalhadores os lucros da empresa. No mundo de Deus, a ternura e a generosidade ultrapassam as nossas, a lógica é diferente do que fazemos.

A prática da vida cristã deve ser a do amor, com capacidade de doação maior do que aquilo que merecemos. É a misericórdia, a paciência, a compaixão, a bondade e a justiça, tendo como objetivo viver bem, tendo uma vida que faça sentido.

Para Deus, a partilha não é matemática, nem é mesquinha, porque Ele olha a necessidade da pessoa. A bondade do Senhor ultrapassa os critérios humanos e Seus dons são sem medida. O que importa não é o que fazemos, mas a forma como fazemos as coisas.

Dom Paulo Mendes Peixoto

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bote Fé: Missa acolhe Cruz da JMJ e ícone de Maria no Brasil

A grande festa de acolhida dos dois símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) - a Cruz e o ícone de Nossa Senhora - chegou ao seu cume com a celebração da Santa Missa, na tarde deste domingo, 18, a partir das 16h. O Bote Fé reuniu 100 mil jovens no Aeroporto Militar de Campo de Marte, em São Paulo, segundo estimativas da Aeronáutica.

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Arcebispo de Aparecida, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, recordou, ao início da Missa, que o tema escolhido pelo Papa Bento XVI para a Jornada no Rio de Janeiro - “Ide e façais discípulos em todos os povos!” (Mt 28, 19) - é uma convocação.

"A Igreja coloca nas mãos de vocês um desafio: seguir Jesus e anunciá-Lo pela Palavra. A Cruz é sinal do compromisso em seguir o Mestre. Sem ela, não há ressurreição. Com Ele, venceremos. E Maria é modelo perfeito desse seguimento. Que sua juventude eterna nos encoraje a seguirmos o testemunho de Seu Filho. Vocês, jovens, são sentinelas do amanhã, a riqueza da Igreja no Brasil", declarou.

Já o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, representante oficial do Papa no evento, recordou que, na Cruz, é o próprio Cristo que passa. "É Cristo que dá novo ânimo à fidelidade na missão. Ele impulsiona a dar testemunho da fé. É impossível encontrar a Cristo e não mostrá-lo aos outros. Comunicai aos outros a alegria da vossa fé. O Papa dá a vocês a missão de serem protagonistas da bonita aventura de levar esses ícones da fé. Abracem o desejo da Cruz e desenvolvam a alegria de viver e alcançar felicidade", afirmou.

Participaram da celebração, além do presidente da CNBB e do Núncio Apostólico, o Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Dom Cláudio Hummes; o Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta; o Bispo Auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, representando a presidente Dilma Rousseff; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e diversas outras autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e diversas outras autoridades eclesiásticas.

Homilia

"Vos reunistes para acolher no sinal da cruz o próprio Jesus, que vem ao nosso encontro, e também o ícone da Virgem Maria, Sua Mãe e nossa Mãe. Nós nos gloriamos na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N'Ele está a nossa vida e ressurreição. Foi ele que nos salvou e libertou", proclamou o Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, durante a homilia da celebração.

Ele questionou: Por que nos gloriamos da Cruz de Cristo? "Para nós, a cruz sempre é a pessoa do próprio Jesus. A Cruz lembra que Deus tanto amou o mundo a ponto de entregar seu filho único. Lembra ainda que Jesus, como Filho de Deus, esvaziou-se de Sua glória para vir a nós, fez-se humilde e solidário à humanidade e colocou-se ao lado de cada homem, especialmente ao lado do que mais sofre e parece não valer mais nada aos olhos do mundo", indicou o Cardeal.

Dom Odilo recordou que, quando o Beato João Paulo II entregou a Cruz Peregrina aos jovens, em 1984, para que fosse levá-la ao mundo como sinal da presença de Jesus, recomendou que anunciassem que só na Cruz há esperança de redenção e vida. Depois, em 2003, entregou também o ícone de Nossa Senhora, pois junto da Cruz está sempre a Mãe de Jesus e, onde estão reunidos os irmãos de Jesus em seu nome, lá também está presente Sua Mãe.

"Acolhamos, pois, em todas as partes do Brasil, esta Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora, como se fosse a visita do próprio Jesus e de Sua Mãe, que neles são lembrados. Que nesta JMJ no Rio de Janeiro, em 2013, Jesus missionário e Nossa Senhora da Visitação possam ir ao encontro dos jovens em centenas de comunidades e cidades do país e capitais dos países do Conesul", salientou o Arcebispo de São Paulo.

Este tempo de peregrinação dos símbolos da JMJ será um tempo cheio das graças de Deus, favorável à evangelização e para envolver jovens na vida e missão da Igreja. "Levemos muitos outros a Cristo, como fizerem os apóstolos e tantos outros antes de nós. Sejamos discípulos e missionários, contagiemos os outros com entusiasmo, alegria e firmeza da fé. Anunciemos Jesus aos outros jovens do Brasil, ajudando-os a encontrar o Salvador. Para toda a Igreja no Brasil, este é o tempo favorável para promover a nova evangelização e transmitir patrimônio da fé às novas gerações", ressaltou.

Por fim, disse: "O Brasil está recebendo um carinho muito especial de Deus com este período de preparação para a JMJ 2013. Que seja um tempo de encontros marcantes com Cristo e de descoberta da herança apostólica, guardada, vivida e transmitida pela Igreja de geração em geração e que, hoje, vai passando às mãos de vocês, caríssimos jovens. Bem-vindo a nós, Jesus Cristo Missionário. Bem-vinda a nós, Nossa Senhora da Visitação. Os jovens do Brasil os acolhem de braços abertos".

Bote Fé

Milhares de jovens vindos de todos os cantos do país participam do Bote Fé, a grande festa de acolhida dos dois símbolos máximos do maior evento mundial da juventude católica: a Cruz e o ícone mariano das JMJ, enviados com antecedência pelo Vaticano ao país que receberá o encontro. O evento na capital paulista reúne evangelização, música e arte ao longo de todo o dia e é organizado pela Arquidiocese de São Paulo e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


Peregrinação

A Cruz e o Ícone vão percorrer 275 dioceses no Brasil até a vinda do Papa Bento XVI, em julho de 2013, para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Os símbolos da Jornada devem passar por todos os 17 regionais da CNBB. Também estão previstas 19 grandes festas nas capitais brasileiras, todas com o nome "Bote Fé".

Em dezembro de 2012, a Cruz e o Ícone deixam o Brasil e visitam Paraguai, Uruguai, Chile e Argentina; retornam em janeiro de 2013 para o sul do Brasil. A etapa final acontecerá no sul de Minas Gerais, no Vale do Paraíba (SP) e, finalmente, no Estado do Rio de Janeiro, onde chegam em abril de 2013.


Canção Nova Notícias

sábado, 17 de setembro de 2011

Entre pessoas e povos, perdoar sempre...

'A melhor forma de vencer o mal é justamente valorizar o bem...'

O coração de Deus é apaixonado pelo ser humano, criado por Ele à Sua imagem e semelhança. O Todo-poderoso não nos ama porque sejamos amáveis, mas para que sejamos bons. Seu amor é gratuito. Esta paixão de amor se manifesta de modo único na misericórdia, com a qual as feridas são sanadas e todos podem erguer-se do chão pisado dos próprios pecados. O Senhor põe num prato da balança nossas falhas e no outro a obra de Suas mãos, para dizer, continuamente, que somos mais importantes do que todos os limites. Acreditar no Pai misericordioso!

Trata-se de uma história de salvação a que Deus constrói conosco, infinitas vezes renovada quando d'Ele nos aproximamos. Desde o princípio, os apóstolos de Jesus e Seus discípulos de todos os tempos tiveram que entrar nessa aventura da misericórdia. Em nome dos outros, coube a Pedro perguntar a Cristo sobre a “contabilidade” da misericórdia (Cf. Mt 18, 21-35). O perdão recebido de Deus há de ser repartido setenta vezes sete vezes! É para trazer os critérios do céu à terra. Como Deus nos deu o precioso dom da liberdade, assenta-se conosco à mesa da vida para barganhar! Doa uma misericórdia infinita, mas exige a contrapartida. Quer uma opção consciente pelo perdão e pela misericórdia, de cuja presença o mundo tem sede e fome. Escolher o caminho do perdão!

A prática se inicia em casa, estende-se ao trabalho e à convivência comunitária e social. Dar o perdão e pedir perdão é um bom começo. Quem espera o esquecimento para dizer que perdoou as faltas alheias não entendeu a misericórdia. Merecimento tem quem acolhe a outra pessoa mesmo lembrando as ofensas! E esta é uma verdadeira ginástica, que pede muitas vezes esforço hercúleo, de homens e mulheres fortalecidos pelo Espírito Santo, dispostos a acolher este dom vindo do alto. Dar o primeiro passo!

“O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las...Há pessoas que se exercitam no autocontrole dos impulsos naturais da raiva. Não se trata apenas de “contar até dez”, mas olhar as pessoas e os acontecimentos com os critérios de Deus, descobrindo que em todos existe uma marca de bondade, maior do que o mal que assola. Abrir-se para a cura que Deus quer realizar!

Temos à disposição, pela bondade de Deus, o sacramento da reconciliação ou penitência, a confissão. Quem não o procura desperdiça a oportunidade única da graça. E sabemos que de um modo ou de outro as pessoas acabam falando de seus problemas. Mas é só nesse sacramento que se pode ouvir a sentença da misericórdia: “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Celebrar a misericórdia no sacramento!

A melhor forma de vencer o mal é justamente valorizar o bem existente em nossos ambientes. Do fundo do mar em que o homem bíblico via uma imagem do mal, emerge como ponta de um iceberg a força da marca criadora de Deus, que fez a todos para a realização e a felicidade. O bem é maior do que o mal!

Muitos terão condições de intervir nas estruturas da sociedade, para mediar os conflitos entre pessoas e grupos, exercendo um papel de inestimável valor. É o perdão em processo! Entre pessoas e povos, perdoar sempre!

Dom Alberto Taveira Corrêa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Primeira igreja dedicada ao beato João Paulo II na Diocese...

No dia 7 de setembro, às 9h30, foi inaugurada a capela dedicada ao Beato João Paulo II. A cerimônia foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Manuel Parrado Carral.

Após a liturgia da palavra, na homilia realçou a importância desse evento, pois, é a primeira capela construída e dedicada ao Beato João Paulo II, falou do significado da dedicação do altar e da capela e exortou a todos a procurarem a vida de comunhão e participação que foi tão recomendada pelo patrono dessa pequena comunidade.

A seguir procedeu-se a dedicação do altar e da capela, encerrando com a celebração eucarística.

A nova capela está situada à Rua Aricanga, 1.410 no Jardim dos Ipês e pertence à Paróquia do Cristo Ressuscitado, no Setor Pastoral Silva Telles, Região Episcopal São Miguel. A sua construção foi uma iniciativa do Pe. Antonio Oliveira com sua comunidade paroquial.